CDL Campo Grande orienta lojistas sobre o que fazer com o excesso de produtos da Seleção Brasileira após a eliminação no Mundial
A eliminação precoce da Seleção Brasileira deixou um problema nas prateleiras do varejo: camisetas, bandeiras e acessórios comprados em grande quantidade para a Copa do Mundo agora formam um estoque parado, com capital de giro comprometido e nenhuma perspectiva imediata.
Para o presidente da CDL Campo Grande (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande), Adelaido Figueiredo, a saída não passa por queima de preço. “O varejo prega peças na gente, e a eliminação da Seleção foi uma delas. A expectativa era alta, o estoque foi feito e, de repente, o balde de água fria. O dinheiro ficou ali, parado nas prateleiras”, afirma.
Segundo Figueiredo, o desespero é o pior conselheiro nesse momento. “Sei bem como é ver o capital de giro travado e bater aquela tentação de queimar o preço de qualquer jeito para fazer caixa. Mas calma. Agir no desespero agora é o pior caminho, porque destrói a sua margem e desvaloriza o seu produto.”
A Copa de 2027 muda a equação
O presidente da CDL Campo Grande chama atenção para um fato que muda a perspectiva do lojista em relação ao estoque atual, no ano que vem, o Brasil sedia a Copa do Mundo Feminina.
“O jogo mudou, mas o estoque continua sendo um ativo. Com inteligência e o direcionamento certo, dá para reverter essa situação sem precisar dar as peças de graça”, diz. “No ano que vem, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina. Isso é um fato histórico, vai ser em solo nacional e a comoção em torno do verde e amarelo vai voltar com uma força gigantesca. O que parecia prejuízo hoje, se transforma em oportunidade de lucro real amanhã.”
Caminhos para o lojista
A CDL Campo Grande lista quatro orientações para o comércio lidar com o excesso de mercadoria neste momento:
- Armazenamento para 2027: recolher o excesso, embalar as peças individualmente em sacos herméticos com antimofo e guardar longe da luz e da umidade. O produto fica pronto para a próxima Copa, comprado a custo antigo, com margem preservada.
- Aproveitamento do apelo cívico: o verde e amarelo já não está restrito ao futebol. Com o ano de movimentação política e cívica, a procura pelas cores tende a crescer. A recomendação é deslocar o apelo do esporte para o orgulho nacional.
- Montagem de combos: evitar liquidar a camiseta sozinha e usá-la para impulsionar produtos de maior margem, com kits do tipo “na compra de uma calça ou bermuda, leve a camiseta por um valor simbólico”. A estratégia limpa o estoque sem queimar a imagem da loja e mantém o tíquete médio.
- Reposicionamento como moda casual: a moda jovem já incorporou as cores do Brasil ao dia a dia. A sugestão é montar looks urbanos na vitrine, com a camiseta combinada a jeans, jaqueta e tênis, deslocando o apelo do campeonato para o estilo.
Adelaido reforça que o momento pede planejamento e serenidade. “O segredo do comércio forte é a resiliência e a visão estratégica. Proteja o seu caixa, planeje os próximos meses com a cabeça fria e lembre-se de que a CDL Campo Grande está ao seu lado para apoiar o desenvolvimento do nosso varejo local. Vamos juntos enfrentar mais esse desafio.”