CDL Campo Grande lamenta manutenção da taxa do lixo no IPTU e alerta para incoerência no posicionamento de vereadores

Decisão mantém cobrança elevada no IPTU, expõe mudança de posicionamento de parte dos parlamentares

A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu, nesta terça-feira (10), manter o veto da Prefeitura ao projeto de lei que suspendia a cobrança da taxa do lixo. Com isso, a taxa permanece incorporada ao IPTU com valores elevados, aprofundando o impacto financeiro sobre moradores, trabalhadores e o setor produtivo da Capital.

A decisão chama atenção não apenas pelo resultado, mas pelo contraste em relação à votação anterior, realizada em janeiro, quando o mesmo Legislativo havia aprovado a derrubada da cobrança. Na sessão desta terça-feira, parte dos parlamentares alterou seu posicionamento, optando por manter o veto do Executivo, mesmo diante do forte impacto social e econômico já amplamente debatido.

Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, o episódio expõe uma fragilidade preocupante no processo decisório e reforça a necessidade de vigilância por parte da sociedade. “O que vimos hoje reflete práticas que a população repudia na política. Houve discursos e argumentos que não dialogam com a realidade de quem paga a conta todos os dias. Isso é lamentável”, afirmou.

Apesar da manutenção do veto, Adelaido destacou o posicionamento dos parlamentares que permaneceram coerentes com o voto anterior e mantiveram a defesa da suspensão da taxa. “Quero reconhecer publicamente os vereadores que tiveram coragem de sustentar seu posicionamento em defesa da população, mesmo diante de pressões e possíveis perdas políticas. Essa postura precisa ser valorizada”, pontuou.

A CDL Campo Grande reforça que a crítica central não se limita ao mérito legislativo, mas à forma como a taxa foi calculada e imposta à cidade. Segundo a entidade, o modelo adotado ignora a realidade econômica local e impõe um ônus excessivo sem a devida contrapartida em serviços públicos essenciais. “A forma como essa cobrança foi construída beira o absurdo. O trabalhador não aguenta mais, o setor produtivo não aguenta mais, e a cidade continua enfrentando problemas graves em saúde, mobilidade, limpeza urbana e transporte público”, destacou o presidente.

Atualmente, o pagamento do IPTU segue suspenso por decisão judicial, e a Prefeitura tem prazo de até 30 dias para recalcular os valores e emitir novos boletos. Para a CDL Campo Grande, esse período precisa ser tratado com responsabilidade e transparência, respeitando os limites da capacidade contributiva da população.

Mesmo com o resultado desfavorável na Câmara, a entidade reafirma que a mobilização continua. “Não saímos vitoriosos hoje, mas não vamos desistir. Seguiremos buscando, no campo jurídico e institucional, o equilíbrio fiscal e a justiça tributária que Campo Grande precisa”, afirmou Adelaido Figueiredo.

A CDL Campo Grande reforça seu posicionamento de defesa firme da sociedade e do setor produtivo, cobrando coerência, responsabilidade e compromisso real com a população. Para a entidade, a cidade precisa mais do que discursos: precisa de decisões que respeitem quem trabalha, produz e sustenta Campo Grande todos os dias.

VEREADORES QUE VOTARAM PELA DERRUBADA DO VETO

Gustavo Nascimento
Assessoria de Imprensa
(67) 9 8184-7113
[email protected]
Campo Grande – MS, 06 de fevereiro de 2026

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