No Centro, associado da CDL sofre dois furtos em 48 horas e soma prejuízo de R$ 46 mil

Comércio na Rua 14 de Julho foi alvo de dois furtos de fiação em sequência; empresário relata perdas de R$ 1,8 mil no episódio mais recente e prejuízo estimado em R$ 45 mil em crimes ocorridos no ano passado

Prejuízos que ultrapassam R$ 46 mil em menos de um ano resumem a rotina de insegurança enfrentada por um associado da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) no Centro de Campo Grande. Em apenas 48 horas, a loja Yank, localizada na Rua 14 de Julho, foi alvo de dois furtos consecutivos de fiação elétrica, mesmo estando a poucos metros de uma câmera de monitoramento instalada pela Prefeitura, que não impediu a ação criminosa nem resultou em providências.

Os crimes ocorreram entre a noite de segunda-feira e a madrugada de quarta-feira. Na primeira ação, a caixa de energia instalada pelo município em frente ao estabelecimento foi arrombada e teve a fiação levada. Após o reparo emergencial para manter a loja em funcionamento, o local voltou a ser alvo de furto na madrugada seguinte, com prejuízo imediato de cerca de R$ 1,8 mil, além de danos a equipamentos.

Segundo o proprietário, aguardar atendimento da concessionária de energia não era uma alternativa viável diante da recorrência desse tipo de crime na região central. Ele relata que outros comerciantes já chegaram a aguardar vários dias pela religação, o que inviabilizaria o funcionamento do negócio.

A reincidência chama atenção também pela proximidade de uma câmera de monitoramento público, instalada a cerca de 25 metros da entrada da loja. Apesar disso, não houve contato, solicitação de imagens ou qualquer retorno por parte dos órgãos responsáveis após os furtos.

O comerciante afirma que deixou de registrar boletins de ocorrência após sucessivas experiências sem desdobramentos práticos. Em novembro do ano passado, ele já havia acumulado um prejuízo estimado em R$ 45 mil após o furto de seis aparelhos de ar-condicionado, além de novos gastos para reforçar a estrutura do imóvel.

Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, o caso do associado aponta uma falha estrutural na política de segurança da região central. O presidente critica a ausência de monitoramento efetivo e de resposta rápida às ocorrências. “Não adianta investir em câmeras se não há acompanhamento em tempo real nem ação imediata. O comerciante está pagando a conta de uma omissão que é pública”, afirma.

A entidade alerta que furtos de fiação têm se tornado recorrentes no Centro e no entorno, afetando não apenas o comércio, mas também serviços essenciais, com impactos diretos à população.

Diante do cenário, a CDL cobra reforço das rondas noturnas, uso efetivo do sistema de monitoramento e fiscalização rigorosa da cadeia de receptação de fios e cobre, apontada como um dos fatores que sustentam esse tipo de crime.

“Enquanto quem compra esse material não for identificado e responsabilizado, o crime vai continuar acontecendo, e quem paga a conta é o comerciante e a população”, conclui o lojista.

A ação criminosa foi registrada por uma câmera de segurança de um estabelecimento vizinho. Veja:

Djeneffer Cordoba
Assessoria de Imprensa

(67) 9 9158-7744
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Campo Grande – MS, 06 de fevereiro de 2026

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