Adelaido Figueiredo, presidente da CDL Campo Grande, ressalta que o setor produtivo não pode ser penalizado pela ineficiência do Estado
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL CG) manifesta sua total contrariedade à proposta de alteração compulsória da jornada de trabalho 6×1. Para a entidade, o debate está sendo conduzido de forma eleitoreira, ignorando os impactos econômicos que podem levar ao fechamento de pequenas empresas e ao aumento generalizado de preços.
“Estão querendo fazer política social com o caixa de quem gera emprego. No varejo, a conta é exata: se você reduz a carga horária sem reduzir o custo da folha, o preço do arroz, do feijão e da roupa sobe na prateleira. Quem vai pagar esse ‘benefício’ é o próprio trabalhador no caixa do supermercado”, afirma o presidente da entidade, Adelaido Figueiredo.
A CDL destaca que o verdadeiro desgaste do trabalhador campo-grandense não está apenas nas horas trabalhadas, mas no tempo perdido pela falta de serviços públicos de qualidade. “É um contrassenso falar em bem-estar quando o Estado permite que o trabalhador de Campo Grande passe 44 dias do ano preso dentro de um ônibus. O esgotamento vem da saúde que não funciona e do transporte precário, e não da porta aberta do comércio”, pontua Adelaido.
A entidade defende que a prioridade do governo deveria ser a redução da carga tributária, permitindo que o trabalhador tenha mais dinheiro no bolso, e a entrega de serviços públicos dignos. Transferir essa responsabilidade para as empresas é uma manobra que gera insegurança jurídica e ameaça a sobrevivência do pequeno empresário, que é quem realmente sustenta a economia local.
A CDL Campo Grande reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico e com a liberdade de mercado, posicionando-se firmemente contra medidas que sufoquem quem emprega e produz em Mato Grosso do Sul.
Foto: Câmara Federal