Dois furtos em dois dias na Rua 14 de Julho. R$ 90 mil em prejuízo e a mesma pergunta: até quando o comércio do coração da cidade vai pagar a conta da omissão?
Em menos de 48 horas, o mesmo endereço no coração de Campo Grande foi invadido duas vezes. Ladrões destruíram e roubaram cinco máquinas de ar-condicionado, avaliadas em R$ 90 mil, e deixaram mais uma cicatriz na principal rua comercial da cidade.
Os invasores entraram pelo telhado. Não havia câmeras. Não havia policiamento visível. Houve silêncio e oportunidade. “Entraram onde ninguém olha, e atacaram duas vezes, seguidas”, resume o lojista, ainda abrigado pela incredulidade do “nunca aconteceu antes”.
O caso ocorre 30 dias após o lançamento do projeto “Centro em Ação”, apresentado pela Prefeitura como uma proposta de revitalização da região. Desde então, nada saiu do papel e, enquanto as promessas seguem no discurso, os furtos seguem na prática.
“Há 30 dias foram lançadas intenções. Mas as intenções não iluminam ruas, não coíbem furtos e não devolvem a segurança. O centro precisa de ação real, e precisa agora”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), Adelaido Figueiredo.
O episódio reforça um alerta antigo. A CDL já vinha denunciando o avanço da criminalidade e o abandono da região central, marcada por furtos de fiação elétrica, depredações, invasões e prejuízos que ultrapassam centenas de milhares de reais.
“O comércio está resistindo sozinho. Enquanto as autoridades fazem lançamentos e coletivas, o empresário fecha a porta mais cedo, troca o fio furtado e tenta acreditar que amanhã vai ser diferente”, completa Figueiredo.
Temos um centro que se apaga aos poucos. Fios arrancados, ar-condicionados levados, vitrines fechadas por precaução e, não raro, a própria base da segurança pública sem energia. O cenário se repete. E o que era promessa se transforma em rotina de frustração.
Porque o que está em jogo é a dignidade de quem resiste, de quem ainda acredita que trabalhar no centro de Campo Grande vale a pena. É o direito de abrir a porta e não esperar o próximo golpe.
“Campo Grande não pode viver de intenções. O centro precisa de respostas”, conclui o presidente.
Assessoria de Imprensa – CDL-CG
Campo Grande – MS, 04 de novembro de 2025