Transporte coletivo em Campo Grande chega ao limite

A situação do transporte coletivo em Campo Grande ultrapassou todos os limites. Nesta quarta-feira (22), mais uma vez, moradores da Capital enfrentaram o caos diário nos ônibus, lembrando que, mesmo sendo um serviço considerado insuficiente, ele é essencial para a rotina de quem depende dele, especialmente trabalhadores do varejo.

Falar sobre ônibus velhos, tarifas altas, condições precárias de trabalho para motoristas ou problemas contratuais é quase redundante: todos sabem que existe, mas pouco ou nada é feito para mudar. O resultado é que a população continua à mercê de um sistema capenga, torcendo para que o veículo passe no horário e chegue ao destino sem maiores problemas.

O episódio desta manhã ilustra bem o jogo de empurra que paralisou o transporte na Capital: o Consórcio alega falta de pagamento da Prefeitura para justificar atrasos nos salários dos motoristas, enquanto a administração municipal mantém a postura de “devo, nego e não pago”.

Enquanto isso, empresários e trabalhadores precisam se desdobrar: pagar mais caro por aplicativos de transporte, buscar alternativas improvisadas ou simplesmente “dar um jeito” para não perder o dia de trabalho. A vida não para, mesmo que os ônibus parem.

O que ocorreu hoje não é um incidente isolado, mas um prenúncio de uma tragédia anunciada há muito tempo. Em um cenário de impasse e descaso, resta perguntar: quem terá coragem de assumir a responsabilidade e conduzir uma solução definitiva para o transporte coletivo em Campo Grande?

Assessoria de Imprensa – CDL-CG
Campo Grande – MS, 22 de outubro de 2025

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